sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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Lúcio Albuquerque
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Lúcio Albuquerque
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Tem uma feira do estudante aqui no sesi
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MINHA CONTRIBUIÇÃO PARA A REVISTA DA ACLER 2019
EM 1981 O ESTADO CONSTRUÍDO A MUITAS MÃOS (II)
(Atores que passam longe da dita História)

Lúcio Albuquerque, repórter. Membro da Academia de Letras de Rondônia e autor de livros sobre a História (segmentada) de Rondônia.

Em Rondônia, uma coisa que salta à vista, é a existência de fatos históricos que representam muito, mas que entram para o rol de “Uma história que deveria ser, mas não é honrada”, envolvendo  pessoas que deram enormes contribuições a Rondônia, e que são ignorados por quem deve motivar seu conhecimento.
Querem um exemplo? O fato histórico que pode rivalizar com a própria criação do Estado pouco dele se fala e muita gente que deveria conhecê-lo, o “Tratado de permuta de Territórios e outras compensações”, com certeza têm dificuldades em relacionar com o título comum que aquele documento é conhecido entre nós.
Há alguns anos participei de reunião em que se discutia a proposta da Data Cultural de Rondônia. Eu estava lá na condição de convidado, mas acabei sugerindo o dia 17 de novembro. Para minha surpresa, até porque estavam presentes pessoas que gostam de denotar conhecimento da nossa História, nenhum dos quase 20 participantes identificou a data. Aliás, leitor, você já identificou? Parabéns!
A data, que pela sua importância se tornou maior mesmo que a da criação do Estado, é do que chamamos de “Tratado de Petrópolis”, de 1903, aquele com a Bolívia que oficializou as terras acreanas para o Brasil e como uma das compensações foi construída a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Simples: caso não houvesse aquele fato, correríamos o risco de estarmos na condição de muitas cidades de beira de rio amazônico.
É comum encontrarmos citações – justas, mais que justas! – sobre os seringueiros nas duas etapas da extração da borracha, dos que vieram trabalhar para construir a Madeira-Mamoré, a odisseia daqueles que vieram e fizeram seu trabalho, ainda que muitos pagando com suas vidas o denodo do desafio da selva, da malária, da ganância dos patrões.
Outro fato? A determinação do presidente JK para construir a BR (hoje 364) que possibilitou o desenvolvimento regional, a ocupação do solo, a mudança do perfil econômico deixando de sermos extrativistas vegetais para abrir espaço à potência que Rondônia hoje representa na área do agronegócio.
Um Estado tão jovem como é Rondônia não poderia apagar de sua memória histórica esses fatos, cujos atores, em maioria, estão aí, mas dos quais praticamente se passa ao largo.
Mas dentre os fatos que levaram Rondônia a alcançar o status atual há um que, talvez por ter acontecido durante o período de 1964, é praticamente ignorado pelos que se atrevem à historiografia local.
Seu título é Incra, que conseguiu tornar possível a missão que foi dada ao próprio e realizar o que é chamado de “a única experiência de reforma agrária que deu certo neste país”.
Em 2011 quando presidi a Academia de Letras de Rondônia – ACLER, realizamos atividades, com o auditório do Teatro Banzeiros lotado, sobre Rondon. Mas ali não se tratou da linha telegráfica, da qual muito falam. A Acler foi mais adiante, tratando de duas temáticas diferentes, a importância do Positivismo na vida do patrono do nosso Estado. Outra foi sobre a missão científica que acompanhou Rondon. Fatos que, apesar da relevância, praticamente passam em branco quando se mergulha na História do Patrono das Comunicações.
Um Estado ainda buscando seu “norte”, um povo ainda em formação, não pode continuar convivendo com essa falta de debate sobre sua memória, o que fica pior, como disse recentemente um  historiador, porque sua capital “não sabe quando foi criada nem definiu a razão de seu nome, Porto Velho”.
São desafios que precisam ser encarados por historiadores, pesquisadores, pelas entidades voltadas à cultura e, mais, pela própria Universidade Federal de Rondônia. Para isso será preciso quebrar tabus e colocar a História de Rondônia na pauta, o que será uma mudança comportamental que, sem dúvida, precisa acontecer.

sábado, 5 de maio de 2018

HOJE É DIA DE RONDON – QUEM SE LEMBRA DISSO POR AQUI?

HOJE É DIA DE RONDON – QUEM SE LEMBRA DISSO POR AQUI?


Lúcio Albuquerque, repórter

            Cinco de maio para o Estado de Rondônia deveria ter uma comemoração especial, uma espécie de mergulho em sua própria História. Mas o dia deverá ser apenas um sábado a mais na nossa vida, e, espero até que eu esteja errado, certamente ninguém – especialmente órgãos oficiais ou não ligados à História e à Cultura – vão realizar algum evento relativo ao 153º ano de nascimento do patrono Candido Mariano da Silva Rondon.
            Lembro que quando presidi a Academia de Letras de Rondônia realizamos um evento analisando a importância de Rondon para nós mesmos e para o país, além de uma releitura sobre a influência positivista na “Missão Rondon”, da mesma forma que também tratamos da missão científica que veio com ele.
            Mas Rondon não deve se sentir triste. Afinal, um Estado que esquece sua data maior, o 4 de janeiro, ou que nem discute a importância do Tratado de Petrópolis para que nós existíssemos, e cujos estudantes sabem muito mais da Etiópia ou da cultura africana do que de fatos e personagens importantes daqui, por que Rondon iria se preocupar?

            TAÍ! ENFIM UMA PROPOSTA DO TÓFOLI QUE EU APOIO

            Nunca imaginei que eu fosse um dia elogiar o trabalho do ministro Dias Tófoli. Mas tenho de fazer isso em razão da posição dele com relação ao fim do foro privilegiado, aprovado esta semana pelo STF, mas apenas para deputados e senadores – o que, sem qualquer dúvida, já é um avanço grande e pode abrir um espaço maior para o que o brasileiro quer que seja feito. Dar fim a esse absurdo que serve atualmente de abrigo legal (?) para que milhares de pessoas em cargos importantes continuem flauteando por aí, como inclusive o fazem alguns detentores de mandatos em Rondônia, como se nada devam à Lei é uma necessidade nacional.
            Tófoli disse ser preciso que a tal norma, que permite a impunidade   e abre portas para o aumento da criminalidade do colarinho branco no país, tenha um fim para todos os atualmente beneficiados por esse aborto (i) legal. Por isso a decisão do STF não pode ficar “pensa” e parecer que apenas interessa atingir um segmento dos muitos que tripudiam sobre o cidadão.
            A matéria deve atingir todos os segmentos, porque só assim poderemos imaginar que neste país todos sejam “iguais perante a Lei”, mas é preciso que se tenha atenção com as pressões e lobies que certamente sofrerão os juízes de primeira instância quando começarem a analisar processos de figurões, como temos aos montes na atual vida pregressa dos que têm débitos com a Justiça.
            Para que o país sinta que as coisas estão realmente mudando é preciso, por exemplo, que acabem com o festival de recursos às chamadas “instâncias superiores” que acabam embaralhando a aplicação da Justiça, fazem a alegria dos advogados e findam por causar o descrédito que, hoje, muitos brasileiros têm da Lei e do Judiciário.

SUGESTÃO DE LEITURA
O site da UOL apurou e denunciou ser mentira que a questão do Lula esteja sendo analisada por qualquer Corte Internacional, como o Tribunal de Haia, e também que, ao contrário do que foi noticiado por elementos ligados aos interesses de Lula, o jornal francês Le Monde não deu notícia do fato.
Confira em 

O dia na História – Rondônia
Dia 5 – 1865 – Nasce  em Mato Grosso o patrono do Estado Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (Marcos Teixeira e Dante Fonseca, História Regional – Rondônia)
Dia 5 – 2006 – O escritor Luiz Carlos Cavalcanti lança em Porto Velho o projeto “Leitura no Ônibus”, com tiragem de 10 mil exemplares, quinzenal e distribuição gratuita em locais diversos da cidade (Jornal Alto Madeiro – Coluna Ciro Pinheiro)
Dia 6 – Em 1907 – O periódico “Engineering News”, publicado nos EUA, noticia o embarque no navio “Grangrense”, de engenheiros e trabalhadores para a construção da Madeira-Mamoré (Manoel Rodrigues Ferreira,  A Ferrovia do Diabo).
Dia 6 – Em 2005 – A Assembléia Legislativa aprova a Lei Complementar 312, a Lei do Zoneamento Sócio-Econômico e Ecológico. Rondônia é o primeiro Estado a ter esse tipo de lei (Lúcio Albuquerque – Assembleia Legislativa, 20 anos da nossa história)

“Merda” foi a arma do atentado

            Seu Benu mandou lá do Valhalla um recorte de seu baú. “Você sabia que vereadores de Cerejeiras já foram vítimas de um atentado coletivo?”. Bom, eu nem ouvira falar, mas o velho bardo velhaserpense estava com uma amostra amais de seus arquivos implacáveis (apenas para lembrar: Seu Benu nasceu em Itacoatiara em 1913, e a cidade amazonense era chamada antes de “Velha Serpa”).
            “Quando eu era garoto minha mãe dizia que de bunda de menino e cabeça de político sai a mesma coisa”, continuou na mensagem psicografada via guru “Mineirinho”, “e pelo visto em Cerejeiras, conforme o jornal Estadão do Norte  (31.10.90) os edis sofreram um “atentado”.
            Terminada uma sessão onde, como faz grande parte de detentores de mandatos, “foi discutido o sexo dos anjos”, alguém untou de merda humana os carros, motos e bicicletas de todos os vereadores. Terminada a sessão, no estacionamento dos veículos não havia luz e os “nobres” literalmente “meteram a mão na merda”.
            Um dos vereadores se mostrava muito alegre com o aperreio dos colegas e alardeava que, por não ter carro, ninguém havia sujado nada dele. Mas ao chegar em casa e mete4r a mão na mochila, que sempre usava, em busca da chave, a maleta estava também cheia do “atentado”.  
O caso acabou virando uma galhofa, porque os vereadores decidiram contratar um psicólogo par traçar o perfil psicológico do (s) maníaco (s) e mandaram ofício até para o diretor geral da Polícia Federal Romeu Tuma para que fosse feito um inquérito.
Seu Benu concluiu. “No dia seguinte quando os vereadores acordaram encontraram em vários postes da cidade um cartas: “Cagada geral na Câmara”.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

ONDE O TELEFONE NÃO PARA – E NÃO É PARA DESEJAR FELIZ ANO NOVO

Lúcio Albuquerque, repórter

Minha intenção era neste primeiro dia do ano fazer uma mensagem desejando que, apesar dos desafios e da desconfiança, este ano de 2018 seja realmente um Feliz Ano Novo, do qual no dia 31 de dezembro próximo possamos, todos nós, dizer que tenha sido melhor do que 2017 – pior é difícil, mas, pelo visto há fortes sinais de que o “novo” pode superar o velho.
No entanto, alguns fatos que eu soube na noite do último dia do ano, de pessoas que considero muito bem informadas, fizeram com que eu transformasse a chamada “mensagem do Dia da Confraternização Universal” num apêndice deste comentário, e sinceramente o faço com tristeza.
E todos os casos envolvem a inação do poder público municipal, envolvendo  setores vitais: saúde mobilidade urbana e geração de empregos, justamente batendo de frente com o compromisso do prefeito Hildon Chaves do qual ouvi várias vezes, duas delas provocado por perguntas que fiz, sobre seus projetos, e em ambas, como em todas manifestações sobre tais assuntos, repetiu ele que teriam prioridade. Pelo visto, não. Ou, então o discurso esteja distante da realidade.
De uma pessoa ligada à área de geração de empregos ouvi a queixa de que uma empresa de grande porte, capaz de gerar de saída quase 100 empregos diretos (o que pressupõe em torno de 200 indiretos), estaria encontrando dificuldades para se instalar em razão de entraves burocráticos, apesar de ser um investimento representativo para a economia, tanto pelas vagas de trabalho quanto pelos impostos que pode gerar.
O último entrave teria sido na exigência do órgão municipal do trânsito querendo uma relação detalhada de todo o investimento, os custos de cada um deles, isso depois da empresa ter  recebido a informação do órgão de que estava toda a documentação certa. Explico: quem me falou isso não é nem de longe parte da empresa interessada, mas que tomou conhecimento e ficou revoltado. Eu também!
Na área de saúde a questão é o Samu, onde o telefone não para de tocar, mas muitos pedidos não podem ser atendidos porque faltam viaturas. Neste final de ano havia apenas duas disponíveis, uma delas do grupo “básico”, o que pode ser traduzido como de recursos mínimos. Às pressas outra havia sido consertada para dar atenção ao evento da virada do ano.
Ainda na área de saúde o “Ana Adelaide”, sem qualquer dúvida a grande referência de atendimento na capital, virou o ano  com falta d’água.
De quebra, moradores de zonas periféricas de Porto Velho reclamaram, em várias paradas de ônibus da cidade, que os coletivos estavam trafegando com frota mínima – a justificativa de que se tratava de um domingo não se sustentaria haja vista tratar-se de um domingo especial por ser uma das maiores festas da humanidade, o que leva a aumento da  mobilidade de usuários.
Ouvi, há dois meses ou um pouco mais, de um assessor próximo ao prefeito de que estava sendo dado um “choque de gestão” para fazer a máquina pública funcionar como deve. Pelo visto, e com certeza deve haver vários outros segmentos aqui não nominados, os problemas não estão só nesses nominados agora, para os quais só veja uma ação real, a do prefeito entender que “não só de ao vive o homem”.
Bom, só – como disse Geraldo Vandré – para “não dizer que não falei de flores”, meu sincero desejo de que o ano novo não seja feliz apenas pelas mensagens e que, realmente, cada um de nós, e os administradores públicos em particular, pratiquemos a máxima de que “falar é fácil (no caso, prometer que vai fazer e ficar só nisso), poirque fazer é que são elas.
            Inté outro dia, se Deus quiser!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

NEM TODOS OS UBER SÃO UBER MESMO. CONFIRA.

UBER: O PERIGO DO SEQUESTRADOR ESTAR AO VOLANTE

O título pode ser visto como escandaloso, mas há dois casos já noticiados de que clientes que solicitaram serviço pelo aplicativo UBER teriam escapado por pouco de serem vítimas de criminosos que podem estar tentando a aplicar sequestros relâmpagos.
Sugiro a leitura da matéria do site da uol, que vc pode acessar no endereço a seguir, sobre Uber.
https://noticias.uol.com.br/confere/ultimas-noticias/2017/12/26/criminosos-estao-usando-dados-do-uber-e-possivel-hackear-o-aplicativo.htm

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ARTIGO: POMBOS - DE INOFENSIVOS ELES NÃO TÊM NADA!


Pombos: de inofensivos eles não têm nada!

Lúcio Albuquerque, repórter (*)

Animais com imensa prevalência em ambientes urbanos, de fácil multiplicação, muito dóceis, praticamente inofensivos, presentes em praças, prédios e outros locais – preferencialmente – onde tenham condições de se alimentar e nidificar, associados ainda à figura da paz (sendo comuns em imagens de ícones católicos)  e heróis de guerras, inclusive as duas mundiais quando foram usados para levar ou trazer mensagens, você já adivinhou de que tipo de ave estou comentando o pombo doméstico, nome científico Columba livia.
Há alguns meses assinei matéria divulgada em vários sites e no Jornal Alto Madeira, sobre a infestação de pombos em locais de grande concentração pública em Porto Velho, como o início do Espaço Alternativo – em frente à vila dos Sargentos da Aeronáutica, no entorno do lago do Parque da Cidade e nas feiras.
Ontem na chamada do programa “Mais você” o tema era justamente o que, apesar de todas suas alegadas qualidades, pode representar para a saúde humana o contato com as fezes desses bichinhos o que, inclusive, um sobrinho meu, fármaco bioquímico, há uns cinco anos, usou como tema de sua dissertação de mestrado o que, quando ele falou eu até pensei que era brincadeira, mas além de sua explicação e depois uma pesquisa na maior fonte de consulta que o mundo possui, a internet, comprovou.
O contato com as fezes do pombo pode afetar muito a saúde da pessoa, gerando a criptococose, também chamada meningite criptocócica, sendo a principal doença transmitida pela ave. Além de outras, só ela é responsável por incidência superior a 30% de mortes entre os infectados.
Esse contato, que pode ser gerado inclusive pela poeira das fezes secas dos animais misturada à poeira urbana, desde uma alergia cutânea, chegando a problemas graves de respiração e afetar o sistema nervoso central, mas, pelo visto, a Medicina ainda não tem condições de dar um diagnóstico imediato do problema, o que facilita o alto índice de mortalidade dos infectados.
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O problema é maior por alguns motivos, talvez o maior deles porque associada sempre à figura da candura e da paz, a ave atrai atenção, sendo beneficiada por alimentos abandonados ou, ainda pelos que as pessoas, como no Parque da Cidade e no Espaço Alternativo, levam de casa para dar aos pombos.
Nada contra os pombos, simples aves que circulam e alegram os ambientes, mas a quantidade deles, que vem aumentando em Porto Velho, já deveria ter motivado os responsáveis pela saúde pública a uma ação, que pode até gerar protestos de amantes das aves, em benefício da própria saúde pública.
Aliás, uma maneira simples de evitar a proliferação é não dar comida a eles nem jogar restos de comida em suas áreas de concentração. Só isso, com certeza, já vai ajudar a evitar males maiores, o principal deles a morte de infectados.

Inté outro dia, se Deus quiser!